Newsletter Apormed
Insira o seu email.

(Para ser retirado, volte a inserir seu email)

Busca
ok

 

Membro de:

ok

 

 

 


Alergias
Anestesia e reanimação
Audiologia
Cancro
Cardiologia
Cérebro
Diabetes
Diagnóstico, vigilância e imagiologia
Electroterapia e afins
Endoscopia
Hemodiálise
Oftalmologia
Ortopedia
Medicina Dentária
Otorrinolaringologia
Perturbações musculo-esqueléticas
Prevenção de riscos
Reabilitação
Saúde da mulher
Tecnologia cirúrgica
Tecnologias de informação
Telemedicina
Tratamento da dor

Tratamento de feridas crónicas
Tratamento de feridas agudas
Tratamento de queimaduras

CARDIOLOGIA


DISPOSITIVOS MÉDICOS: ESSENCIAIS PARA UM CORRECTO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO EFICAZ DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte na União Europeia, matando mais de 1,5 milhão de pessoas todos os anos e sendo responsável por 46% das mortes nas mulheres e 38% das mortes nos homens.

As doenças cardíacas e ataques cardíacos são, na sua maioria, evitáveis através da adopção de estilos de vida saudáveis, incluindo actividade física, nutrição saudável, controlo de peso e o não consumo de tabaco.

A investigação e desenvolvimento de tecnologia médica inovadora, dispositivos médicos, significa um importante contributo para o diagnóstico mais rápido e exacto deste tipo de patologias.

A simples medição da tensão arterial, a realização de electrocardiograma ou outros exames complementares de indicação médica, assumem um papel preponderante na detecção da doença cardiovascular.

A Cardiologia interventiva e gestão do risco cardíaco, incluindo angioplastia coronária e stents coronários, gestão de arritmia e de ataque cardíaco são alguns exemplos do importância dos dispositivos médicos para o despiste, controlo e tratamento das doença cardiovasculares, responsáveis pela perda de qualidade de vida das populações nos países industrializados.

Benefícios dos Dispositivos Médicos

Angioplastia com Stent
Técnicas inovadoras como as utilizadas nas cirurgias invasivas mínimas contribuem para evitar procedimentos complicados e reduzir o tempo de recuperação no hospital e o número de readmissões. Para além dos evidentes benefícios para o paciente, tem também um forte impacte na redução dos custos económico-sociais associados ao tratamento das doenças cardiovasculares.

Em muitos casos, a doença coronária pode ser agora tratada sem recurso à cirurgia extensiva requerida pelo bypass da artéria coronária. Através da técnica de angioplastia com um stent, o cirurgião usa um cateter balão para abrir a obstrução numa artéria coronária e insere uma pequena malha metálica (stent) para manter a artéria aberta. O procedimento dura aproximadamente 90 minutos. Normalmente, o paciente necessita de internamento hospital apenas durante 24 horas, regressando rapidamente à sua vida activa.

Terapia de Substituição da Válvula Cardíaca
As válvulas cardíacas têm como função manter o sangue a fluir numa direcção: abrem quando a pressão do sangue as puxa e fecham quando a pressão as empurra para trás. Anomalias nas válvulas podem levar a falhas cardíacas, cansaço, desordens de ritmos, alargamento da cavidade cardíaca, super crescimento dos músculos cardíacos e angina.

Depois de uma cuidadosa análise dos benefícios e riscos de cada opção de acordo com a idade do paciente, condição clínica e estilo de vida, o cirurgião pode escolher entre uma válvula mecânica ou de tecido, ou um procedimento de recuperação. Cerca de 225.000 procedimentos de reposição de válvulas cardíacas, através da utilização de Dispositivos Médicos, são realizadas mundialmente todos os anos.

As válvulas mecânicas são usualmente feitas de carbono pirolítico e são desenhadas para durar toda a vida. No entanto, para prevenir coágulos sanguíneos, que podem causar complicações, a válvula mecânica requer medicamentos anti-coagulantes durante toda a vida. As válvulas de tecido têm uma durabilidade limitada (de 5 a 20 anos) mas não requerem terapias anti-coagulantes. Já as válvulas obtidas através de tecido de um doador oferecem uma alta resistência a infecções e a sua durabilidade é de 15 a 20 anos.

Terapia de re-sincronização cardíaca
A insuficiência cardíaca é uma condição médica comum que afecta mais de 5 milhões de europeus hoje em dia. Todos os anos, só na Europa, mais de 600.000 novos casos de insuficiência cardíaca são diagnosticados. A insuficiência cardíaca não significa que o coração pára subitamente de trabalhar, mas ocorre gradualmente com o tempo e começa quando o coração está, por alguma razão, enfraquecido, por exemplo, devido a um ataque cardíaco. Os sintomas de insuficiência cardíaca são tosse, falta de ar, inchaço das pernas e tornozelos, fadiga e fraqueza.

Entre 1979 e 1999, as mortes por insuficiência cardíaca aumentaram 145 por cento e é a única doença cardíaca que está a aumentar em prevalência. Mais de 20% dos homens e quase 50% das mulheres que sofrem ataques cardíacos apresentam sinais de insuficiência cardíaca, cuja mortalidade é de 10% num ano e 50% em 5 anos.

Um significativo número de doentes com insuficiência cardíaca podem beneficiar da terapia de re-sincronização cardíaca ou TRC. A TRC é feita através da implantação de um gerador especial de pulsação, também chamado de dispositivo de insuficiência cardíaca. Este sistema dá impulsos eléctricos para restaurar a contracção coordenada do coração e aumentar a fluidez de sangue a todo o corpo. O dispositivo é implantado através de um procedimento similar a um implante de pacemaker. A TRC assegura que o coração se contraia na altura certa e de uma forma coordenada. Esta terapia pode ser combinada com desfibrilhação de backup ou terapia de choque quando o paciente está em risco de sofrer um ataque cardíaco súbito.

Paragem Cardio-Respiratória (PCR)
As situações de paragem cardio-respiratória são as que envolvem maiores riscos de vida pois podem ocorrer a qualquer pessoa, em qualquer lugar a qualquer momento. Nestas situações, a gestão do tempo é o factor mais importante para salvar a vida da vítima, o que significa que é essencial que a primeiras pessoas a chegar ao local estejam devidamente equipadas com os dispositivos correctos.

A PCR é causada por um mau funcionamento eléctrico que faz com que o coração deixe de bater a um ritmo normal. Assim, um impulso eléctrico deve ser aplicado rapidamente para restaurar o ritmo normal do coração, sendo a desfibrilhação o único tratamento eficaz. A probabilidade de vida é tanto maior quanto menor o intervalo entre a fibrilhação ventricular e a desfibrilhação. A taxa de sucesso atinge os 90% quando a desfibrilhação ocorre no primeiro minuto, diminuindo à razão de 7 a 10% por minuto até ser menor do que 5% depois de 12 minutos de paragem.

A Importância dos Desfibrilhadores Automáticos Externos
Numa situação de PCR, sendo impossível ter um médico perto de cada potencial vitima de morte súbita, os Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) representam a resposta da tecnologia à necessidade de desfibrilhar de forma eficaz, segura e rápida. Estes dispositivos médicos permitem generalizar a desfibrilhação precoce feita por pessoal de ambulância ou por leigos treinados para o efeito. Os DAE's são concebidos para serem utilizados com segurança e facilidade por qualquer pessoa com um treino mínimo. Este dispositivo analisa o ritmo cardíaco e alerta se o choque é realmente necessário. Assim, efectuar um choque desfibrilhador requer um mínimo de tomada de decisão por parte da equipa.
Daqui se depreende que a colocação de DAE's em locais chave e o treino das pessoas para os utilizarem pode significar a diferença entre a vida e a morte. Nos Estados Unidos, onde a paragens cardíacas fora dos hospitais são responsáveis por mais de 460.000 mortes por ano, estes dispositivos médicos já fazem parte dos equipamentos básicos, como os extintores de incêndio, em aeroportos, escritórios ou ginásios.
O acesso à desfibrilhação automática externa é um enorme avanço na capacidade de salvar vítimas de paragem cardio-respiratória, situação que é cada vez mais frequente.